Caindo naquele velho clichê: Ano novo, vida nova! E dessa vez para valer.

12 de dezembro de 2013



2013 foi um dos mais difíceis anos da minha vida, mesmo por razões que podem ser consideradas minúsculas. Foi um ano de mudanças, em que eu me vi diante daquele impasse sobre quem eu realmente era, e o que queria fazer com a minha vida. Quando deixei minha cidade para morar em São Paulo, abandonei namorado, amigos, trabalho, colégio, para cair em um mundo novo, onde eu deveria recomeçar, ato presente tantas vezes em minha vida. Meu pai é um perfeito nômade, desconfio que tenha sido um fulani em sua vida passada, morei em tantas cidades que nem recordo mais, porém nunca tinha criado tantas raízes em um lugar. Talvez porque fosse nova demais, ou porque o pessoal soube me acolher bem. Cheguei à selva de concreto, e parece que ela se fechou em mim como uma armadura. Tornei-me uma pessoa fria, triste e sozinha. Sentia falta da minha antiga vida, e por isso não consegui seguir em frente aqui. Na escola nova, não consegui me abrir o suficiente para mostrar minha verdadeira eu. Por sorte, contei com duas ótimas pessoas que conseguiram perfurar minha armadura e hoje se tornaram uma de minhas melhores amigas. Meu grupinho da antiga cidade também passou por mudanças, afinal... É isso que nós somos, certo? Um junção de células em constante transformação.

Para mim, essa "metamorfose" foi um choque. Lá, eu tinha um emprego e estava ciente que queria fazer engenharia elétrica. Aqui, uma sessão de terapia me fez ver que o que eu realmente queria era cuidar das pessoas, e hoje meu sonho é ser médica. Lá, eu era a bagunceira da turma. Estudar? Até parece, quero curtir a vida. Aqui, estou organizando cronogramas de estudos e lendo livros que jamais pensei ter na estante. "Espera... Terapia?" você deve estar se perguntando (ou não). Bem, eu meio que dei uma surtada nesse meio tempo, desenvolvi transtorno de ansiedade e uma depressão que me rendeu boas idas ao hospital, mas isso é outra história, quem sabe um dia não compartilhe isso aqui com vocês. A terapia me ajudou a superar não só essa, como todas as barreiras que me impus por toda minha vida. Chegou a um certo ponto que eu explodi, e fiquei fudida por um bom tempo. É, como eu disse... Outra história.

Acho que no final das contas, 2013 foi uma merda, mas me fez amadurecer e me redescobrir. Hoje, eu quero estudar, cuidar mais de mim e fazer o bem, não importa a quem. Até mesmo voltei com esse blog, não sei muito bem o motivo, escrever me traz paz e mesmo que ninguém leia, continuará sendo meu cantinho, meu diário quase-secreto. Que venha 2014, com suas reviravoltas e mudanças! Mas eu não sei não, sabe quando você está com um bom pressentimento?






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